A psicanálise da pedra - no meio do caminho
A PSICANÁLISE DA PEDRA
NO MEIO DO CAMINHO
PARALELISMO ENTRE POESIA, PSICANÁLISE
E DOENÇA MENTAL
INTRODUÇÃO
Que relação poderia haver entre a
Psicanálise e a Poesia, à primeira vista, matérias tão díspares e opostas?
Fiz-me esta pergunta há muitos anos, quando
da minha iniciação na teoria de Sigmund Freud, ao tomar conhecimento de um de
seus casos mais famosos, O homem dos
ratos, e, imediatamente,
correlacioná-lo – por conta do tema da pedra – com a poesia de Carlos Drummond
de Andrade, No meio do caminho. O que me chamou a atenção mais do que as
distintas elaborações ante o mesmo motivo, a pedra no meio do caminho, feitas
pelo paciente e pelo poeta, foi o próprio objeto em questão: a pedra. Não
apenas pelo fato de um mesmo objeto estar na raiz da criação de uma obra de
arte e de um sofrimento psíquico, o que por si só já justificaria pô-lo em
primeiro plano, mas, sobretudo, por esse leitmotiv – a pedra – apresentar implicações míticas,
antropológicas, simbólicas.
Verifiquei mais tarde que a
pergunta inicial sobre a relação entre psicanálise e
poesia não era nada disparatada e muitos
estudiosos já tentaram aproximar esses dois ramos da cultura.
A poesia de Drummond, No meio do Caminho, será o nosso texto
literário referencial para estabelecermos as entrevistas conexões entre a
poesia e a psicanálise sem prejuízo de, aqui e acolá, recorrermos a outros
exemplos literários e/ou artísticos de um modo geral.
Não pretendo com isso acirrar os
debates acerca da explicação da obra de arte pela psicanálise. Podem, pois, os
defensores de que a obra de arte só pode ser compreendida por meios de
critérios estritamente estéticos ficarem tranquilos. Quero apenas fazer
comparações e acentuar as relações despudoradamente íntimas entre uma e outra.
Similitudes de conceitos entre a
psicanálise e a poesia
Aos 74 anos de
idade, Sigmund Freud recebeu da cidade de Frankfurt, em 28 de agosto de 1930,
uma das maiores honrarias de sua vida: o prêmio Goethe. Um reconhecimento
tardio, mas altamente recompensador, por associar seu nome a do seu amado
Goethe, poeta-mor universal. Além do mais a menção que lhe concedia o prêmio
“apontava as raízes da Psicanálise no ensaio de Goethe sobre a Natureza”[1].
Os biógrafos de Freud enfatizaram sua avidez por literatura e Lacan observou,
numa entrevista, que a literatura “lhe servira para franquear a via desta ideia
de inconsciente”[2].
Este prêmio, de alguma forma, fez jus à observação de um seu professor, 57 anos
antes, que lhe disse acerca de sua
dissertação Sobre as considerações na
eleição de uma profissão, que, ele (Freud) “possuía o que Heder tão
elegantemente chama um estilo idiomático, quer dizer, correto e característico
ao mesmo tempo”[3].
Em uma carta onde fala sobre este episódio a seu amigo Emil Fluss, em 1873,
Freud, irônica e espirituosamente, faz uma observação, que a posteridade veio a
confirmar seu caráter profético: “Talvez até agora você nunca suspeitou que
esteve correspondendo-se com um estilista da língua alemã. Como amigo, como
amigo desinteressado, aconselho-o a conservar estas cartas, atá-las, guardá-las
bem, nunca se sabe...”[4].
Apontando
estas analogias do criador da psicanálise com a literatura não é de se
estranhar que o edifício psicanalítico esteja erigido sobre a obra de Sófocles,
Édipo Rei e que o Complexo de Édipo seja o esteio fundamental de toda sua
teoria. Aliás, ainda sobre esta questão, Freud afirma que “não cabe atribuir ao
acaso que três obras mestras da literatura universal tragam o mesmo tema: o
parricídio. Tal é com efeito o tema de Édipo Rei, de Sófocles, Hamlet, de Shakespeare e dos Irmãos Karamázov,
de Dostoiévski. Nos três aparece também, à plena luz, o motivo do fato: a
rivalidade sexual por uma mulher[5].”
As
similaridades, no entanto, entre a Poesia e a Psicanálise não param por aí. Antes,
porém, de examiná-las gostaria de me permitir uma pequena digressão acerca de ciência e poesia.
A Psicanálise
considerada como ciência – ciência do Inconsciente – estaria empenhada na busca
de uma verdade – a ciência busca a verdade – enquanto que a poesia é vista
essencialmente como ficção[6].
Verdade e ficção. Estaria a relação entre essas duas ramificações da cultura
nesses termos antitéticos, nesse polo de opostos, ou haveria uma relação mais
íntima e insuspeitada entre elas?
“De médico,
poeta e louco todos nós temos um pouco”, diz o ditado popular. Se nos for
lícito substituir médico por psicanalista já que a medicina foi o nascedouro da
psicanálise, sem que o aforismo perca o seu caráter de verdade, teremos: “De
psicanalista, poeta e louco todos nós temos um pouco” (ou somos um pouco). Aí
já temos uma relação de identidade e não mais de oposição, ao mesmo tempo que
se introduz um novo termo, o louco, que será um liame importante para as
correlações que aqui desejamos estabelecer.
Outro ponto
importante resume-se na afirmativa de Mallarmé de que poesia se faz com
palavras e não com ideias e sentimentos[7].
De certa forma o mesmo pode-se afirmar da Psicanálise. Dissemos ser esta a
ciência do Inconsciente e o Inconsciente, segundo Lacan, estrutura-se como uma
linguagem.[8]
E fala. De que modo? Numa linguagem poética, aventurar-nos-íamos a dizer, pois
sempre de forma condensada e com grande carga energética.
A palavra
“essa roda de moinho por onde incessantemente o desejo humano se mediatiza”9, ainda segundo Lacan, é então a ponte que
aproxima e identifica uma da outra, a tal ponto que um poeta, Fernando Pessoa,
falando da verdade das emoções nos brinda com uma bela definição do
inconsciente: “Toda emoção verdadeira é mentira na inteligência, pois se não dá
nela. Toda emoção verdadeira tem portanto uma expressão falsa. Exprimir-se é
dizer o que se não sente” 10 e que um psicanalista, Lacan, querendo
expressar o mesmo, ou seja, o inapreensível do sujeito, nos oferece um belo
verso:
“Sou
quando não penso, quando penso não sou”.
As definições
acima rompem com o pensamento cartesiano: “Penso, logo existo”, onde a ênfase
está dada no consciente, e a Psicanálise – como a Poesia – descentralizando,
vai provar que a maior parte da nossa vida psíquica é orientada ou proveniente
do inconsciente do qual a nossa razão pouco sabe.
Estabelecido
isto podemos agora nos debruçar sobre alguns conceitos, considerados pilares da
Psicanálise e que encontram estranha analogia com a Poesia: Sublimação, Condensação, Repetição.
Como não é nosso intento fazer um tratado
psicanalítico e sim observar as correlações conceituais examinaremos as mesmas
de forma sumária.
Sublimação( sublimierung). A
incapacidade do sujeito de elaborar as suas pulsões o faria cair,
irremediavelmente, na neurose ou na psicose. Sublimar (a libido, as pulsões)
para a Psicanálise, portanto, seria desviar a energia sexual para fins mais
elevados12, e dentre esses “fins
elevados”, está a arte, a atividade humanizadora por excelência.
Semanticamente, sublimar quer dizer “elevar à maior altura, à maior perfeição”,
em vista disso podemos dizer que a Psicanálise já utiliza neste conceito uma
metáfora poética. É o que nos confirma Manuel Bandeira quando, falando sobre
Poesia, diz que “as emoções morais se transmudam em emoções estéticas13. Identificamos essas emoções morais com o sentimento de repulsão do qual nos fala
Freud, quando afirma que “a Ars Poética
está na técnica de superar a repugnância que em nós está indiscutivelmente
associada às barreiras que se erguem entre cada ego individual e os outros”14.
A condensação( verdichtung) por sua vez é
um conceito psicanalítico muito importante para se entender os sonhos e os
sintomas dos pacientes: “uma representação única representa por si só várias
cadeias associativas”15. Já a palavra dichten16,
que é o verbo alemão correspondente ao substantivo dichtung, que significa poesia, foi traduzido para o italiano pelo
verbo condensare (condensar, em
português), o que indica ser a Poesia a mais condensada forma de expressão verbal. Desta
forma pode-se entender a multideterminação do sintoma e a múltipla
interpretação da Poesia.
Quanto à Repetição
(wiederholung), é através da transferência
(übertragung) que o analisando repete situações de sua vida passada e
Poesia não é nada mais que repetição, pois o verso é a unidade rítmica do poema
e o ritmo em sua acepção primeira nada mais é que repetição.
“Na psicanálise o analisando não
recorda nada do esquecido ou reprimido, senão que o vive de novo. Não o reproduz como recordação, senão como ato;
repete-o sem saber, naturalmente, que o repete”. 17
Ao longo do nosso trabalho
teremos oportunidade de exemplificar e de traçar analogias mais estreitas
envolvendo os conceitos acima referidos.
A PEDRA NO
CAMINHO DO PACIENTE DE FREUD
E NO CAMINHO
DE DRUMMOND
Freud
relata-nos o caso de um neurótico obsessivo-compulsivo , que ao passar por uma
rua viu uma pedra e imediatamente fez uma fantasia: o coche de sua amada
poderia por ali passar, bater na pedra e capotar, ferindo-a gravemente. A esta
fantasia seguiu-se a coerção de afastá-la do caminho; o que fez, mas logo
adiante, pensou que tudo aquilo não passava de um disparate, obrigando-se a
voltar e, num novo ato compulsivo, a colocar a pedra no lugar em que se
encontrava originalmente.
Carlos
Drummond de Andrade também “viu” uma pedra no meio do caminho e fez uma
“angustiante” poesia: “No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no
meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra/ Nunca me
esquecerei desse acontecimento/ na vida de minhas retinas tão fatigadas./ Nunca
me esquecerei que no meio do caminho/ tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio
do caminho/ no meio do caminho tinha uma pedra.” 19
Temos aí dois
tipos de produtos completamente diversos: um sintoma neurótico
obsessivo-compulsivo e uma poesia, ambos produzidos pela “visão-estímulo” de um
objeto do mesmo tipo. Um, entranha algo de desprazeroso, de patológico; outro
nos delicia, nos causa uma emoção estética, apesar de deixar transparecer pelo
caráter repetitivo (obsessivo), uma certa angústia.
Analisando os atos aparentemente
despropositados do seu paciente, Freud chega à conclusão que o mesmo estava
tomado por sentimentos ambivalentes – amor e ódio – em relação à sua amada.
Tirar a pedra do caminho expressava o amor; recolocá-la, o desejo inconsciente
de que sua namorada se acidentasse.
Freud nos
afirma que são essas fantasias, substitutivas dos jogos infantis, que estão na
raiz tanto da obra de arte como da neurose; que o neurótico, incapaz de dominar
ou sublimar suas pulsões sexuais, deixa-se naufragar na torrente dos desejos
inconscientes; enquanto que o poeta justamente pela sua capacidade de
sublimação consegue utilizar “ o caráter egoísta do sonho diurno por meio de
modificações e ocultações e nos suborna com o prazer puramente formal, ou seja
estético, que oferece à exposição de suas fantasias”. 20
Do poeta
Drummond nada sabemos do seu estado psicológico no momento da criação desta
poesia. Considerando a hipótese de que também estivesse dominado por suas
pulsões, diríamos que as sublimou tão completamente que sua poesia não lembra
nada que se lhes assemelhe.
*A
pedra aparece ainda num dos sonhos deste paciente num dia que tinha sido
rejeitado pela namorada: “Ia caminhando
por uma rua e havia uma pérola no solo. Ao me inclinar para pegá-la ela
desaparecia. A cada dois ou três passos voltava a aparecer. ‘Não te é
permitido, disse para si mesmo”. Com frequência comparava a namorada a uma
pérola entre as mulheres, “um tesouro escondido que há que buscar em sua
concha”. (Los casos de Sigmund Freud – El Hombre de las Ratas, Ediciones Nueva
Visión, 1979 p.43)
O
SIMBOLISMO DA PEDRA
De
onde vêm a estranheza do sintoma e o fascínio da obra de arte? Os doentes, as
pessoas normais, os críticos, sequer os artistas soem explicar. Repugnância,
indiferença, perturbação, admiração, êxtase, provocados pelo sintoma ou pela
obra de arte resultam de “emoções inconscientes”, pois inexplicáveis à luz da
razão. Os doentes, como os artistas, só são parcialmente conscientes de suas
manifestações. Os pacientes dizem “isso*- o sintoma – vem de algum lugar”. Da
obra de arte diz-se que é fruto de uma “inspiração”, ou seja, de algo místico
que dirigiria as ações do artista. Manuel Bandeira dizia: “Não faço poesia
quando quero, mas quando ela, Poesia, quer”. 21
A criação artística, portanto, viria também de algum lugar desconhecido ou
seria resultado de forças estranhas que se impõem ao poeta.
Partimos
da palavra pedra para estabelecermos uma comparação entre a psicanálise e a poesia
tendo a loucura como tertium
comparationis. Os estudos de Freud sobre os sonhos (e a neurose) levou-o a
encontrar, num grande número de análises, “traduções constantes” do material
manifesto para o latente, sem que “fosse necessário recorrer às associações do
objeto para chegar à compreensão de determinados elementos dos sonhos”22. A esta relação constante entre o elemento
do sonho e sua tradução deu-lhe o nome de “relação simbólica”, “posto que o
elemento mesmo passa a constituir um símbolo da ideia onírica inconsciente que
a ele corresponde”. 23
Nesse
contexto a pedra seria um desses elementos. Etimologicamente, Hermes, o deus
grego, derivaria de hermaion, um
monte de pedras. Era adorado na antiguidade em pilhas e pilhas de pedras. 24 Do ponto de vista antropológico, a pedra é
um totem e entre os arunta determinadas pedras – churinga-, de caráter sagrado,
cuidadosamente guardadas, fora do alcance das mulheres e dos não iniciados,
representavam o maior tesouro do clã, possuindo propriedades maravilhosas –
curar doenças, feridas, especialmente aquelas resultantes da circuncisão . 25 Do ponto de vista mítico a pedra bruta é
considerada como andrógina e as pedras caídas do céu, “pedras falantes”,
instrumentos de um oráculo e de uma mensagem.26
“A pedra-princípio é representada por pedras erguidas que às vezes encarnam a
alma de ancestrais, especialmente na África negra e a respeito dos quais se
conhece por outro lado, a associação com o falo.”27. Ainda nesse sentido eram consideradas
como símbolos da fertilidade: “Jovens esposos as invocavam para obter filhos;
as mulheres se esfregavam nelas para serem fecundadas, talvez pelos
ancestrais...” 28
O simbolismo
fálico das pedras tumulares, Menires, também é muito conhecido, “sendo o falo
um símbolo da existência, da força, da duração” 29, da eternidade, enfim, pela
incorruptibilidade da mesma. Inumeráveis são os exemplos que no momento, não
nos poderemos deter – a pedra filosofal, as cosmogonias de determinadas tribos
indígenas do Brasil de nascimento da pedra etc.
Por
outro lado o significante pedra estaria como o significante rato num centro de
uma rede associativa, no paciente de Freud. Tal qual ratten(ratos), raten(cotas),
estão ligados a casamento (veiheiraten),
ao Dr. Ratzenstein, a filho (entrar pelo ânus –os ratos- o desejo de dele sair
crianças), a verme (falo), a dinheiro e sífilis(do pai), que convergem em
ratos, a pedra se conectaria a esses significantes por outra cadeia
associativa: pedra, pérola, tesouro, dinheiro, cíbalo, mulher, concha, pai,
falo, proibição, amor, ódio..
*
Isso, em alemão: es, expressão adotada por Freud para
designar o inconsciente.
Em Drummond,
teríamos que nos contentar apenas com a “relação simbólica” que a palavra pedra
enseja, ou seja, como totem 30 – a
ancestralidade, o pai, a descendência, o filho, que só viveu 30 minutos*, seu
lugar de nascimento Itabira, cidade característica do “ciclo do ouro” –
Itabira, “pedra que brilha” 31; como
“pedra falante”, portadora de um oráculo: a afirmação do modernismo; como falo,
instrumento da sua fertilidade criativa, não só por ter ficado conhecido pelo
apodo de “poeta da pedra”, como por ter
impregnado sua obra com todo tipo de pedras.
Sabemos pela
história clínica de Freud que o pai falecido do paciente joga importante papel
na doença do mesmo (o pai volta no discurso do homem dos ratos como sintoma) e
o pai falecido de Drummond tem presença marcante na sua poesia - Infância, Viagem na família etc (o pai volta
no discurso de Drummond como arte). Sobre o pai de Drummond, Oto Lara Resende,
escreve: “O pai, que morreu em 1931, e que é uma personagem obsessiva da poesia
drummondiana, era o chefe genuíno de uma família mineira dos velhos tempos:
severo, orgulhoso, autoritário, fechado em silêncios impenetráveis, corajoso,
viril”32.
CONCLUSÃO
O que foi
apresentado é um fragmento de um estudo e não nos autoriza a traçar, pelo
momento, senão essas intrigantes analogias entre a doença e a poesia. Não era
nosso propósito comparar as vidas do paciente de Freud com a de Drummond: foram
pessoas diferentes, com destinos também diferentes, embora não teria sido
nenhum desdouro para o poeta se assim o fizesse (“Não existe ninguém tão grande
para quem seja uma desonra estar sujeito às leis que regem com igual rigor a
atividade normal e a atividade patológica.” 33)
O que nos intrigava era exatamente o
destino diferente: por que um desce ao Hades e o outro sobe ao Olimpo? Por que
o Homem dos Ratos debate-se num sofrimento atroz acerca da duração da vida, da
morte, da vida no além, enquanto Drummond, talvez preocupado com as mesmas
questões as resolve num poema, chamado
“Eterno” :
“
E como ficou chato ser moderno
Agora serei eterno.
Eterno! Eterno!
O Padre Eterno
a
vida eterna
o fogo eterno.
( Le silence éternel de ces espaces
infinis m’effraie.)” ?
*Gilberto Mendonça Teles escreve que a pedra pode
significar o filho perdido de Drummond, que a pedra, na verdade, significaria
por hipértese (pedra = perda) a falta do filho. Drummond – Caixa-de fósforos, Ed. Giordano, 1999 p. 38
Bibliografia
1 – Gay, P., Uma vida para o nosso
tempo, Ed. Companhia das Letras, 1989, p. 517
2 - Lacan, J.,
Conférences et entretiens dans des universités nord-américaines,
scilicet 6/7,
Paris, Seuil 1976, p. 33
3 - Carta de
16/06/1873, O. C. Vol.III, p. 975 apud
Mannoni, O., Freud – El descu-
brimento Del
inconsciente, Ediciones Nueva Visión, 1975, p. 23
4 - Idem, ibidem
5 - Freud, S., O. C.
Ed. Biblioteca Nueva, Madrid, 1973, p. 3011
6 - Dryden: “Ficção é
a essência da poesia”, apud Bandeira, M., Seleta em prosa e
verso, Ed. José
Olímpio, 3ª edição, p. 29
7 - Mallarmé,
idem,ibidem, p. 31
8 - Lacan, J., O
Seminário, livro 11, Ed. Zahar, 1979, p. 25
9 - ______.., O
Seminário, livro 1, Ed. Zahar, 1979, p. 208
10- Pessoa, F., Obra Em Prosa, Ed. Companhia José Aguilar, p.
163
11- Lacan, J., Escritos, Ed. Perspectiva, 1978 ,p.248
12- Laplanche, J., Pontalis, J-B., Vocabulário de
psicanálise, Ed. Martins Fontes, 3ª
edição, p. 638
13- Bandeira, M., op. cit. P. 25
14- Freud, S., op. cit. 1348
15-
Laplanche, J., Pontalis, J-B., op. cit. P. 129
16- Basil, B., apud Pound, E., Abc da literatura, Ed.
Cultrix, 3ª edição, p. 40
17- Freud, S., op. cit. p. 1684
18-_______., op. cit. p. 1441
19- Andrade, C. D., Poesia completa e prosa, Ed. Nova
Aguilar, 1977 p.
20- Freud, S., op. cit. P. 1348
21- Bandeira, M., Itinerário de pasárgada, Ed. Nova
Fronteira, 3ª edição, p. 118
22- Freud, S., op. cit. p. 2212e
2213
23- ________, idem, ibidem
24- Dicionário de Simbologia, Ed. Martins Fontes, 1ª edição,
p. 53
25- Durkheim, E., As formas elementares da vida religiosa,
Ed. Martins Fontes,
1996, 1ª edição,
p. 128
26- Chevalier, J., Gheerbrant., Dicionário de símbolos, Ed.
José Olímpio, 2ª edição,
p. 696
27- _____________________, idem, ibidem, p. 691
28-______________________, idem, ibidem, p. 699
29-______________________, idem, ibidem, p. 605
30- Frazer, J. G., El totemismo, Editorial Eyras, S.A., p. 86
31- Resende, O. L., O príncipe e o sabiá, Ed. Companhia das
letras, 1994, p. 26
32- ____________, idem, ibidem, p. 27
33- Freud, Sigmund., op. Cit


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